O Qi Gong / Chi Kung equilibra você.

O Qi Gong / Chi Kung equilibra você.
Circule sempre sua energia.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Os 7 Princípios do Bushido

Bushido e suas 7 virtudes


O Bushido (武士道) ou "Caminho do Guerreiro" é uma espécie de código de conduta que era levada muito a sério pelos samurais. Se trata de regras baseadas em princípios morais na qual o guerreiro samurai tinha o dever de segui-las a todo custo, não só no campo de batalha como também em sua vida diária.

Embora a maioria dos samurais seguissem o Código de Conduta Bushido, havia aqueles que não respeitavam os princípios básicos e com isso traziam desonra e má reputação sobre ele e sua família. Um Samurai sem honra era uma coisa imperdoável e a única forma de lavar a sua honra era através do Harakiri (Ritual de Suicídio).

codigo de honra bushido


O Código de Conduta Bushido foi formado e influenciado pelos conceitos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo. E o mais interessante é que apesar desse conceito ser muito antigo, ele ainda é válido para os dias de hoje e pode ser útil para todas as pessoas do planeta. Incorporando esses princípios no nosso dia a dia, podemos nos tornar com certeza "seres humanos" melhores!

Conheça os 7 Princípios do Bushido


1.  Gi – Justiça, Retidão e Honestidade

Seja honesto em todas as suas relações. Acredite na Justiça, não a que é dada pelos outros, e sim na sua própria justiça. Para um autêntico samurai não existem tons de cinza em relação à honestidade e justiça. Só existe o certo e o errado. E pra ser justo é necessário fazer o julgamento correto em relação à tudo em sua vida.

2.  Yuu – Coragem, Bravura heroica

Um samurai deve ter coragem heroica. Viver é arriscado e perigoso e esconder-se como uma tartaruga se esconde em sua concha não é a maneira mais adequada de viver. Devemos aprender a viver a vida ao máximo, intensamente. Substitua o medo pelo respeito e cautela. A coragem heroica não é cega, ela é inteligente e forte.

3.  Jin – Compaixão, Benevolência

Através de um treinamento intenso o samurai torna-se rápido e forte, porém ele usa essas habilidades para fazer o bem para as pessoas e tem compaixão por elas. Amor, amizade, solidariedade e nobreza de sentimentos são considerados como os maiores atributos da alma. Ajude seus colegas em todas as oportunidades que houver.

4.  Rei – Respeito, Polidez e Cortesia

O Samurai não tem nenhuma razão para ser cruel. Não há necessidade de provar a sua força. Um samurai é cortês até mesmo para com os seus inimigos. Se não fosse assim, ele não seria melhor do que qualquer animal. Um samurai é respeitado não só por sua coragem, mas também pela forma como eles tratam os outros.

5.  Makoto – Honestidade, sinceridade absoluta

Mentir é um ato considerado covarde e desonroso e portanto quando um samurai diz que vai fazer tal coisa, é como se ele já tivesse feito. Nada no mundo conseguirá impedi-lo de concretizar o que disse. Um samurai não precisa dar a sua palavra e nem precisa prometer nada. Quando um samurai fala, é porque ele vai agir.

6. 名誉 Meiyo – Honra, Glória

O verdadeiro samurai só tem um juiz de sua honra, e este juiz é ele mesmo. As escolhas que você faz e como você trabalha para obtê-las são um reflexo de quem você realmente é. Você não pode se esconder de si mesmo. Muitas das nossas decisões são influenciadas pelos outros, o que nos faz parecer hipócritas.
Dizemos muitas vezes o que os outros querem que digamos, vemos o que os outros querem que vejamos. Ouvimos o que os outros querem que ouçamos. O valor da nossa dignidade pessoal está implícito na palavra honra. “Desonra é como uma cicatriz em uma árvore que o tempo, em vez de curar, só ajuda a aumentar.”

7.  Chuu – Dever e Lealdade

Um samurai é extremamente leal àqueles que estão sob seus cuidados. Por quem ele é responsável, ele permanece fiel. Suas palavras e suas ações pertencem à você, assim como todas as consequências que se seguem a partir delas. “A palavra de um homem deve ser como sua impressão digital: Você deve levá-la aonde quer que vá”.
Seguir o bushido é dar ênfase à lealdade, fidelidade, coragem, justiça, educação, humildade, compaixão, honra e acima de tudo, viver e morrer com dignidade”. Quando aplicamos esses princípios em nossa vida conseguimos melhorar nosso potencial humano. Pra finalizar, uma frase do samurai Miyamoto Musashi:

“A vida de alguém é limitada, porém a honra e o respeito duram para sempre”.



Fonte: www.japaoemfoco.com/os-7-principios-do-bushido

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Costumes do Japão: Ohaguro, a antiga prática de pintar os dentes de preto

Durante muitos anos, homens e principalmente mulheres tingiam seus dentes, porém a prática caiu em desuso com o passar do tempo
O Japão é mundialmente conhecido como a terra das bizarrices. Mas o que você vai conferir aqui é um pouco diferente – não se trata de nenhuma moda que está em alta ou tendência que fez sucesso na Terra do Sol Nascente. O ohaguro – que é como é chamada a prática de pintar os dentes de preto – é uma técnica milenar que faz parte da história do Japão.
A prática consistia em usar um preparo especialmente para colorir os dentes de preto – que era uma cor associada à beleza. A mistura utilizada não tinha uma receita específica, mas era preparada com tinta, acetato de ferro, chá e outros ingredientes. Ainda, a cor não era permanente, então era preciso aplicar a fórmula nos dentes quase que diariamente para mantê-los sempre coloridos.
A princípio, somente as mulheres adultas das classes sociais mais elevadas pintavam seus dentes. Com o passar do tempo, o procedimento se estendeu para uma parcela maior da população, sendo que até os homens chegaram a mudar a cor de seus dentes. Além da função estética, o ohaguro também servia para prevenir problemas dentários.
Uma prática obsoleta
Os registros apontam que foi durante o período Edo (1603-1868) que a prática se popularizou e as japonesas passaram a pintar os dentes para sinalizar que eram casadas. Estima-se que 35 milhões de mulheres foram adeptas da prática ao longo dessas mais de duas décadas.
Já no período Meiji (1868-1912), o costume começou a cair em desuso. Parte do desaparecimento da prática foi motivado por três proibições que foram decretadas em 1868, 1870 e 1873. Já no final do período, o ohaguro estava restrito apenas a atrizes de teatro e aprendizes de gueixa.
As pessoas que viviam nas zonas rurais realizavam o procedimento apenas em datas especiais, como festividades, casamentos e funerais. Além do Japão, esse costume também foi observado no Vietnã, na Tailândia e em algumas ilhas do Pacífico.
Os ingredientes da tinta
A maneira mais prática de conseguir uma preparação de coloração realmente escura era dissolver ferro em vinagre. Esse processo resultava em uma solução marrom de acetato de ferro que era chamada de kanemizu. Ao combinar essa solução com noz de galha ou pó de chá, ela mudava de cor e deixava de ser solúvel em água. O produto final recebeu o nome de fushiko.
Outras receitas podiam incluir ingredientes como ácido sulfúrico, concha de ostra, arroz fermentado, metal enferrujado e vinho de arroz – o que eventualmente resultava em uma tinta com um odor nada agradável. Atualmente, os atores japoneses que desejam tingir os dentes utilizam um mistura de cera derretida com carvão.                                                                      Fonte: coisasdojapão.comunidade

Karoshi - Morte por excesso de trabalho

Karoshi, morte por excesso de trabalho
O termo “Karoshi” é utilizado no Japão para definir “morte por excesso de
trabalho”, no qual KARO significa excesso de trabalho e SHI, morte.
O “Karoshi” é descrito na literatura sociomédica como um quadro clínico
extremo (ligado ao estresse ocupacional) com morte súbita por patologia coronária
isquêmica ou cérebro vascular.
O primeiro caso de morte súbita registrado ocorreu em 1969, no Japão,
quando um trabalhador de 29 anos, empregado da área de distribuição de jornais
da maior empresa japonesa do ramo, morreu por infarto.
Esse novo fenômeno foi rapidamente rotulado “Karoshi” e foi imediatamente
visto como uma nova e grave ameaça à força de trabalho.
Em 1987, como a preocupação pública aumentou, o Ministério do Trabalho
japonês começou a publicar estatísticas sobre “Karoshi” e, em 1991, anúncios
sobre “Karoshi” apareceram em jornais estrangeiros.
Recentemente, em dezembro de 2007 e janeiro de 2008, os canais de
comunicação de todo o mundo noticiaram que a Corte de Nagoya, no Japão, reviu
a decisão do Ministério do Trabalho que havia recusado benefícios à viúva de exfuncionário
da Toyota Motor, Kenichi Uchino, que morreu em 2002 por excesso de
trabalho, dando novamente notoriedade a esse trágico evento que tem ocorrido
com os empregados.
No Japão as horas extraordinárias trabalhadas, em geral, não são
remuneradas. São consideradas como trabalho voluntário. A decisão da Corte de
Nagoya é importante porque pode aumentar a pressão sobre as empresas para
tratar das “extraordinárias livres” (trabalho que um empregado é obrigado a executar,
mas não recebe) como trabalho remunerado.
Os números oficiais dizem que os japoneses trabalham cerca de 1780 horas
por ano, ligeiramente menos do que os americanos (1800 horas por ano), embora
mais do que os alemães (1440). Mas as estatísticas são falaciosas, pois não contam
as “extraordinárias livres”. Outras mostram que um em cada três homens com
idade entre 30 e 40 anos trabalha mais de 60 horas por semana. Metade desses
não recebe nenhuma hora extraordinária.
Na atualidade, anualmente o Ministério do Trabalho japonês tem indenizado
entre 20 e 60 famílias de trabalhadores que morrem pelo “Karoshi”. Alguns
especialistas consideram que as vítimas do KAROSHI ultrapassam 10.000/ano.
O Ministério da Saúde, Trabalho e Previdência Social japonês publicou
estatísticas relevantes em 2007: 147 trabalhadores morreram, muitos por acidentes
vasculares cerebrais ou ataques cardíacos.
Por se tratar de um termo médico-social, o “Karoshi” abrange uma
interdisciplinaridade considerável, sendo objeto de estudos por administradores,
psicólogos, médicos, juristas, dentre outros profissionais.
Segundo Liliana Guimarães, Professora Doutora do Departamento de
Psicologia Médica e Psiquiátrica da FCM/UNICAMP, em artigo publicado no sítio
da Sociedade Paulista de Psiquiatria Clínica, no Japão
as autoridades resistiram a princípio, ao reconhecimento desta patologia como sendo
de origem ocupacional, mas a grande pressão social e o crescente número de viúvas
e filhos que impetraram processos indenizatórios contra as empresas e o governo
fizeram com que a 1ª indenização fosse concedida já nos anos 70.

Fonte: Rev. Trib. Reg. Trab. 3ª Reg., Belo Horizonte, v.46, n.76, p.131-141, jul./dez.2007

Karoshi fotos

domingo, 18 de janeiro de 2015

O que é EFT?

Para entendermos um pouco melhor da EFT, podemos compará-la com:
É como a acupuntura, só que não usamos agulhas, mas sim batemos com as pontas dos dedos. E ao mesmo tempo nos dirigimos a certos sentimentos e emoções. É a acupuntura sem agulhas ou acupuntura emocional.
É como uma terapia em um atendimento psicológico, com o adicional do componente físico que nos permite encontrar a raiz do problema de maneira mais rápida.
É como uma hipnose no sentido que tratamos com a mente e ao mesmo tempo trabalhamos com as energias sutis do corpo para uma melhor solução dos problemas.
É como counseling, ou aconselhamento, adicionada à ações físicas que facilitam e agilizam a liberdade emocional.
É uma forma de acupuntura psicológica, com a diferença que não se usa agulhas no seu tratamento, e sim as pontas dos dedos. O importante é concentrar-se no item negativo que bloqueia o fluxo da corrente normal da energia dentro do corpo. Uma vez restaurado o equilíbrio energético, o problema em questão estará solucionado.
Haverá ainda a memória (como, por exemplo, no caso de um trauma), mas a carga negativa é anulada. De um modo geral, o resultado é duradouro e vem sempre acompanhado por mudanças positivas no pensamento. A técnica é fácil de aprender e ideal para a auto-cura.
A técnica de EFT (Técnica de Libertação Emocional) foi desenvolvida pelo americano Gary Craig há menos de duas décadas. Ela faz parte de um revolucionário grupo de técnicas no campo da psicologia energética e oferece uma possibilidade de alívio rápido e efetivo a vários problemas emocionais, além de mostrar resultados bastante positivos no campo dos problemas físicos.
Baseia-se no fato de que a causa de todas as emoções negativas é um desequilíbrio no sistema energético. A presença desse fluxo de energia já era de conhecimento da antiguidade, em especial a Índia (prana) e China (chi).
Esse sistema bioenergético é a base para os sentimentos da dor, da cura em si e da regeneração do corpo. No sistema chinês há doze meridianos, ou canais de circulação, enquanto que o sistema indiano enfatiza os sete centros energéticos chamados de chakra.
Em resumo, a EFT é uma forma de acupuntura psicológica, com a diferença que não se usa agulhas no seu tratamento. O importante é concentrar-se no item negativo que bloqueia o fluxo da corrente normal da energia dentro do corpo.
Muito se fala em concentrar-se apenas no pensamento positivo. No entanto, a energia não flui livremente enquanto há bloqueios negativos que podem ser desobstruídos facilmente através de leves batidas com os dedos em certos pontos dos canais dos meridianos.
É fato que nossas reações a emoções (que não deixam de ser percepções errôneas) são a causa de tanto estresse que posteriormente acarretam em doenças físicas Uma vez restaurado o equilíbrio energético, o problema em questão estará solucionado. Haverá ainda a memória (como, por exemplo, no caso de um trauma), mas a carga negativa é anulada. De um modo geral, o resultado é duradouro e vem sempre acompanhado por mudanças positivas no pensamento.
A técnica é fácil de aprender e ideal para a auto-cura. A EFT é um sucesso quando aplicada a vários problemas emocionais como ansiedade, fobias, traumas, estresse, aflições, ira, culpa, etc. e também tem sido muito bem sucedida para resolver conflitos de relacionamentos e também para melhorar resultados físicos e esportivos.
Talvez o mais interessante sobre a EFT seja que é uma ferramenta de fácil aplicação e que pode ser usada por qualquer um, sem efeitos colaterais.
Está sendo cada vez mais reconhecido e respeitado o papel do sistema energético do corpo no campo da cura física e emocional. No entanto, a EFT, como terapia alternativa ou terapia natural, ainda continua bem revolucionária, nos primórdios de uma grande mudança em nossa maneira de ver e pensar sobre a saúde.
Fonte: eft-psicologia-energetica.com

sábado, 17 de janeiro de 2015

Yin e Yang: A ciência do equilíbrio

A Medicina Chinesa é muito mais do que acupuntura e muito menos misteriosa do que parece. Depois de milhares de anos, o Ocidente começa a descobrir os segredos do Yin e do Yang - a chave da saúde


por Lúcia Helena de Oliveira

Problemas não escolhem hora nem lugar, diz o ditado. Assim, no meio de uma visita à China, em 1972, o jornalista americano James Reston, vítima de uma súbita apendicite, teve que ser internado às pressas. O hospital era tão bem equipado quanto qualquer outro do Ocidente e a cirurgia poderia ser chamada de convencional, não fosse o fato de Reston ter permanecido acordado e de as drogas anestésicas terem sido substituídas por algumas agulhas espetadas em seus braços.
Mais notável ainda é o caso do guitarrista Kalau, pseudônimo de Christian Keul, líder da BAP, a primeira banda alemã de rock a se apresentar na China, há um ano. Pouco antes de começar o concerto, Kalau caiu do palco, batendo o joelho no cimento com tanta força que quase desmaiou de dor. O espetáculo seria cancelado, quando um chinês, de 30 e poucos anos, ofereceu ajuda. “Ele passava a mão sobre o joelho sem tocá-lo e quando, finalmente, jogou algo imaginário no machucado, as dores desapareceram”, conta o roqueiro, que, então, pôde voltar ao palco.
Os episódios refletem uma bifurcação existente na China, onde o paciente pode escolher entre tratamentos da Medicina ocidental — como cirurgias — e terapias milenarmente usadas pelos orientais como massagens. Os médicos chineses também podem optar por uma formação ou por outra, pois existem tanto faculdades de Medicina ocidental quanto de Medicina tradicional. Mas o que se ensina nelas é bastante diferente, a começar pelas técnicas de diagnóstico. Quem cursa a faculdade de Medicina tradicional, por exemplo, leva cinco anos aprendendo a perceber detalhes de seus futuros pacientes, como a aparência da pele, o jeito de andar, o aspecto da língua e os 28 tipos de pulsação descritos pelos chineses.
As noções de fisiologia da Medicina tradicional chinesa também são completamente diferentes. É onde entram os conceitos, cada vez mais falados no Ocidente, de Yin e Yang. Há quatro anos o fisiologista Marco Aurélio Dornelles, da Universidade de Campinas, embarcou para a China, a fim de fazer um curso de Medicina tradicional, com duração de quatro meses. “Metade desse tempo eu perdi só para assimilar Yin e Yang”, conta ele com voz mansa e forte sotaque gaúcho. Yin e Yang, segundo os orientais, são pólos opostos de uma energia chamada Qi (pronuncia-se “tchi”),que está presente em tudo no Universo.
Saúde, por este ponto de vista, é a energia interna do organismo equilibrada e em harmonia com as energias do ambiente. Alguém com muito Yang, por exemplo, será agitado; muito Yin, porém, leva a estados de desanimo. O balanço adequado de Yin e Yang, contudo, ainda não é suficiente. Entre um extremo e outro, de acordo com a Filosofia chinesa, existem cinco diferentes estados de energia, correspondentes a cinco elementos: madeira terra, metal, água e fogo.
Parece um jogo infantil: a madeira alimenta o fogo; o fogo, por intermédio da cinza, forma a terra; a terra gera o metal; o metal derrete e vira água; e a água alimenta a madeira. Mas, ao mesmo tempo que um elemento produz o outro, eles também se anulam: o fogo derrete o metal e este corta a madeira; a madeira invade a terra, que represa a água; a água finalmente apaga o fogo. Isso, aparentemente, nada tem a ver com Medicina. Para os chineses porém, sem isso nem há Medicina. Pois cada uma dessas energias, para eles, controla um dos órgãos que regem a orquestra do organismo — os rins, o baço, o fígado, os pulmões e o coração. Estes, por seu lado, governam cada qual uma série de outros órgãos.
Por isso, para a Medicina chinesa, uma doença nunca afeta uma parte do corpo isoladamente. Por exemplo: o pulmão é metal; logo, ele alimenta os rins, que são água. Isso significa que um pulmão fraco enfraquece os rins. E, como os rins controlam os ossos, estes também se prejudicam. Reumatologistas franceses constataram recentemente que pessoas que sofreram na infância de problemas pulmonares, como bronquites, costumam ter doenças nos ossos entre os 50 e 60 anos de idade. O que os cientistas constatam hoje já foi observado há quase 5 mil anos, no Nei ching (“O tratado interno”), o primeiro livro conhecido sobre acupuntura, a terapia baseada na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Nele já se descrevia o câncer — explicado como conseqüência de emoções reprimidas, que acabariam por criar uma energia autodestrutiva no organismo.
Para os chineses, corpo e mente são inseparáveis. “Até hoje, não entendo como se tratam úlceras com medicamentos para o estômago, quando todos estão cansados de saber que ela é uma doença ligada à ansiedade”, reclama, inconformado, o médico Jou Eel Jia. Chinês da província sulina de Zhuangzu, com 33 anos, formou-se no Brasil e voltou ao seu país para se especializar em Medicina tradicional. Desde 1981, clinica em São Paulo.
“A maioria das pessoas presume que um tratamento se faz exclusivamente à base de agulhas”, explica ele. “Mas, além da acupuntura, a Medicina chinesa conjuga dietas, exercícios, massagens e, principalmente, ervas.” Os chineses, que conhecem quase 6 mil espécies de ervas, acreditam que há sempre um chá capaz de resolver um problema. Assim, dente-de-leão, que no Ocidente é considerado capim, para os chineses é um ótimo regulador de hormônios. Em casos de artrite, a beberagem é uma infusão de angélicas. Já folhas de cebola são eficazes para estancar hemorragias — e por aí afora. Uma típica receita de chá combina, em média, de três a quinze ervas, para que uma corte os possíveis efeitos colaterais da outra.
As grandes farmácias, na China, chegam a aviar 2 mil receitas dessas diariamente. Com a modernização do país nos últimos anos, algumas farmácias já estão automatizadas, com máquinas que distribuem as ervas nas proporções indicadas pela receita, sem contato manual. O uso de ervas na Medicina oriental não se confunde, porém, com o da homeopatia, modalidade de Medicina ocidental que também lança mão de medicamentos naturais. “Uma erva e uma pílula feita à base dessa erva não são idênticas”, explica Jou. “As duas terão o mesmo efeito sobre certo sintoma, já que os radicais (átomos que determinam as características da substância) de suas fórmulas químicas são iguais. Mas a erva, por ter ainda a energia, ou o Qi, agirá sobre as causas.
Os exercícios físicos também são uma importante terapia para os orientais. Na Medicina chinesa, movimentar-se é deixar fluir a energia do corpo — e nesse fluir está a saúde: Assim todas as manhãs, milhões de chineses podem ser vistos em lugares públicos, praticando sossegadamente o Tai Chi Chuan (“O máximo do extremo”) uma ginástica que mais lembra um balé em câmera lenta. Mas o chinês imóvel, de olhos fechados em plena rua, que de repente faz um movimento brusco, quase espasmódico, não está fazendo propriamente ginástica. Ele está, isto sim, exercitando-se nas arcaras artes do Qigong (que significa “a técnica da energia” e pronuncia-se “tchigon”), talvez a mais procurada forma de tratamento na China, depois das ervas.
O roqueiro alemão Kalau certamente foi tratado por um mestre de Qigong. Os chineses, dizem os mestres dessa espécie de massagem sem força mecânica, aprendem a acumular energia, a fim de passá-la, através das mãos, para o corpo da pessoa doente ou com dor. Atualmente, o Qigong já é ensinado nas faculdades de Medicina tradicional da China, mas durante muito tempo os seus segredos eram passados de mestre para discípulo, como uma iniciação da qual, aliás, as mulheres estavam excluídas. Até hoje, só 20 por cento dos massagistas de Qigong têm formação médica.
É o caso de Kong Li Chi, ex-médico de várias seleções olímpicas chinesas, que veio ao Brasil em maio último. O Qigong faz parte de sua vida desde a infância, quando observava o avô materno exercitar-se. “Ainda treino de uma a duas horas por dia”, conta ele, aos 44 anos. Quem o vê nesses momentos tem a impressão de que está apenas fazendo leves movimentos circulares com os braços. Mas a aparência engana: ao tocá-lo, nota-se que emprega toda a sua força muscular nesses movimentos. Para manter a energia que capta com esses exercícios, um mestre de Qigong não pode fumar nem beber, deve dormir no mínimo oito horas por dia e, se adoecer, mesmo que se trate de um reles resfriado, não pode fazer a massagem, porque deve passar uma energia absolutamente saudável para os outros.
A existência dessa energia já foi registrada por aparelhos sofisticados como os de ressonância magnética, que utilizam ímãs poderosos para obter imagens do organismo. A Academia de Ciências da China compara a energia do Qigong à radiação infravermelha de baixa freqüência. Tamanho é o prestígio do Qigong ali que as grandes estrelas do esporte chinês têm um massagista dessa técnica em sua equipe. Pois se acredita que o Qigong não só resolve problemas como distensões e torções mas também elimina dores e dá energia extra para o atleta competir.
Nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, Kong foi massagista do ginasta chinês Li Ning. Talvez não por acaso, Li conquistou três medalhas de ouro e uma de prata, sendo chamado pela imprensa americana de “a torre de força”. Outras massagens orientais diferem do Qigong por não transferir a energia de uma pessoa para outra e sim desbloquear a própria energia: e o caso do Shiatsu e do Do-in — este, uma automassagem —, já bastante difundidos no Ocidente. Essas massagens são feitas sobre os meridianos, os canais por onde, segundo os chineses, passa a energia do corpo.
Existem catorze meridianos principais. Quando a energia se desequilibra ou fica bloqueada em um deles, então adoecem os seus órgãos correspondentes. Os chineses acreditam que a aplicação de calor sobre determinados pontos dos meridianos pode fazer tudo voltar ao normal, por isso queimam bolas de ervas compactadas, chamadas moxas, sobre a pele. Mas, em geral, os pacientes preferem as célebres agulhas da acupuntura. Os médicos ocidentais sabem até por que a acupuntura funciona em casos de dor, pois constataram que ela ajuda o cérebro a liberar endorfina, o analgésico natural do organismo.
“Associadas a pequenos estímulos elétricos, durante meia hora, as agulhas permitem que uma mulher suporte uma cesariana”, informa o médico Jou Eel Jia. O médico paulista Júlio Abramczyk conta, impressionado, que num congresso internacional de Cardiologia, em Washington, há dois anos, os chineses relataram um estudo sobre mil casos de cirurgia de troca de válvulas cardíacas. Em todos eles, sem exceção, a única anestesia usada foi a acupuntura.
Mas ainda não está claro para os ocidentais se e como as agulhas funcionam em casos que não envolvem dor. Não se sabe, por exemplo, por que uma agulha espetada no pulso cura bronquite. Para os chineses, esse é um falso problema: a resposta, como sempre, está no Yin e Yang, os dois pólos da energia vital, postos em equilíbrio no ponto do pulso correspondente ao pulmão. “Da mesma forma como posso provocar a produção de endorfinas, posso estimular a produção de qualquer hormônio”, desafia Jou. Ele conta que, certa vez, trabalhando no ambulatório de um hospital em São Paulo, espetou duas agulhas numa mulher que não tinha leite para o filho recém-nascido. “Vinte minutos depois, os seios começaram a inchar e liberar leite. As agulhas só fizeram estimular a produção do hormônio prolactina.”
Desde a recente abertura chinesa para o mundo, os próprios orientais passaram a buscar explicações para a sua Medicina nos conceitos da Medicina convencional do Ocidente. Da mesma forma, nos Estados Unidos, França e Alemanha, uma batelada de pesquisas ainda não concluídas trata de observar as alegadas maravilhas da Medicina chinesa com olhos ocidentais. Uma grande preocupação dos cientistas é separar nitidamente técnicas médicas de eficiência comprovada (embora sustentadas em teorias algo nebulosas) da simples charlatanice, como a que se pratica em certos consultórios de fundo de quintal, a título de Medicina chinesa.


Fonte: http://super.abril.com.br/cultura/yin-yang-ciencia-equilibrio



sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ano Novo Chinês – Fú: A Felicidade Chegou – (福到了; fú dào le)


Todos os anos antes do ano novo chinês, os chineses decoram suas casas com flores, plantas, cortes de papel, cartazes duplos de porta, lanternas vermelhas e o ideograma de (Fú).

O ideograma (fú) é um item de decoração indispensável para toda a família chinesa e normalmente é colocado em portas e janelas. Este ideograma significa felicidade, bênção e boa sorte.

O papel utilizado é em formato de losango e sempre vermelho, enquanto as palavras são em ouro ou preto.  Os chineses consideram o vermelho como uma cor auspiciosa, que além de tudo ajuda a afastar o monstro Nián.

Você verá na China que muitos colocam seu de cabeça para baixo, entretanto não é por erro mas por causa de uma tradição engraçada que se iniciou com um jogo de palavras.

Faz muito tempo num ano novo, uma família por descuido colocou o seu (fú) de cabeça para baixo na porta. No primeiro dia do ano novo chinês, chegou um parente para visitá-los e viu que o (fú) estava de cabeça para baixo e gentilmente gritou: 们的福倒了! (nǐ men de fú dào le!; Seu fú está de cabeça para baixo!).

(dào) significa “de cabeça para baixo”, mas tem a mesma pronúncia como (dào) que significa “Chegar”. Então com o jogo de palavras a frase ficou “Seu fú (benção) chegou!”

As pessoas gostaram tanto do significado alternativo que começaram a fixar sua decoração de cabeça para baixo para dizer que a benção havia chegado. 

Fonte: http://centrochines.com.br


Ano Novo Chinês - A Lenda de Nián Shóu (年兽)




Você provavelmente já sabe que a tradição dos fogos de artifícios nasceu na China e que lá se usa muito a cor vermelha, em especial no ano novo.

Talvez você acredite que estes dois elementos dentre outros, fazem parte da maneira festiva e prazerosa que os Chineses comemoram a virada do ano. No entanto, há uma famosa lenda assustadora que explica como tudo começou.

De acordo com a lenda chinesa, Nián Shòu () era um monstro feroz e devorador de homens (com preferência por crianças) que vivia no mar, montanha ou floresta. A localização varia de acordo com a fonte da lenda.

Este monstro era feio e tinha uma boca enorme que poderia engolir várias pessoas com uma só mordida. Algumas tradições apresentam Nián semelhante a um leão ou um dragão, mas de uma forma monstruosa.

Todos os anos na véspera do ano novo, geralmente no inverno, Nián Shòu fazia a sua visita anual as aldeias para aterrorizar os moradores e seus animais. Os habitantes temiam por suas vidas e procuravam refúgio nas montanhas, evitando temporariamente o horror de se deparar com o monstro terrível e ser comido. Outras variantes do mito dizem que os moradores se trancavam em suas casas antes do pôr do sol para evitar Nián.

Um dia, um velho passou pela vila na época do Ano Novo e foi dito para fugir para as montanhas para evitar Nián, mas ele disse que ele poderia afugentar o monstro. Incapaz de convencer o velho para ir para as montanhas, os moradores o deixaram com os seus próprios planos para derrotar a assustadora criatura.

O velho sábio utilizando a cor vermelha, adornou as portas das casas com papel vermelho e começou a soltar os fogos de artifício, bater tambores e a tocar os gongos fortemente ao ver Nián. O monstro sensível aos sons e intimidado pela cor vermelha fugiu e nunca mais apareceu na vila novamente. Outra versão conta que o monstro foi morto pelos habitantes do local após ficar atordoado com os sons e o vermelho.

Eventualmente, essas práticas começaram a se espalhar em outras aldeias e províncias, se tornando uma tradição que vêm sendo parte do ano novo chinês até hoje.

Nián pode ter fugido, morrido ou nunca ter existido. De qualquer forma, só para garantir, qual a cor de roupa que você vai usar neste ano novo chinês, em 19 de fevereiro?

Fonte: http://centrochines.com.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O que é Auto-hemoterapia?

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangre da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo. 
Os macrófagos são quem fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). 
Enquanto houver sangue no músculo o SRE está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias. 
A taxa normal de macrófagos é de 5% no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% durante 5 dias. Do quinto ao sétimo dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5%. Dai a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 em 7 dias. 
Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue, Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeçao no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo. 

Brasil, Setembro de 2014. 

Fonte:  http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm

Nós do INSTITUTO TAO, somo a favor deste procedimento, porém, aconselhamos as os interessados em receber, procurar um técnico ou especialista, na área da saúde. 
Lembramos que este procedimento, não é reconhecido pela ANVISA. 

Auto-hemoterapia na Alemanha


A auto-hemoterapia é usada de várias formas e com variadas finalidades na Alemanha, sem restrições que não apenas a obrigação de manuseio da técnica conforma as condições de higiene. Com a AHT, por exemplo, um atleta profissional volta à atividade rapidamente após uma lesão grave à boa forma. Isso não se deve apenas às mãos de cura dos terapeutas. Muitos médicos desportivos tratam seus pacientes com sangue autólogo – auto-hemoterapia. Este método está disponível também para pacientes comuns, mesmo quando têm lesões graves.
A alemã Dra. med. Christoph Gepp, Especialista em Medicina Geral, Naturopata e que atua ainda nas áreas de Medicina do Esporte, Quiropraxia • Acupuntura, Tratamento da Dor • Homeopatia e Auto-hemoterapia, diz em artigo publicado naquele país que as chamadas Terapias de sangue autólogo “são aplicadas há mais de 100 anos”, acrescentando que “Já em 1898 os primeiros tratamentos de auto-sangue foram realizadas com sucesso com pacientes com TB”. Segundo ela, “Na medicina naturopata tratamentos de sangue autólogo tem enorme importância e são uma grande adição do espectro naturopata e medicina convencional”.
A respeito da eficácia da auto-hemoterapia, a médica diz cita um estudo Inglês feito pelo Departamento de Medicina Complementar que pode fornecer uma prova, pelo menos para eczema. A eficácia foi confirmada mais de mil vezes na prática diária. Os médicos usam o tratamento há mais de 100 anos, porque estão convencidos da eficácia deste método. As principais indicações que a médica cita para a técnica são as infecções recorrentes; as doenças de pele; como eczema e acne; fadiga e alergias. 
Fonte: http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm

domingo, 11 de janeiro de 2015

Afinal, o que é Constelação Familiar?

É um método psicoterapêutico recente, com abordagem sistêmica fenomenológica, de fundo filosófico, desenvolvido pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.
Introdução e Desenvolvimento do método
Hellinger desenvolveu seu método a partir de observações empíricas, fundamentadas em diversas formas de psicoterapia familiar, dos padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações.
Esse filósofo deparou-se com um fenômeno descortinado pela psicoterapeuta americana Virginia Satir nos anos 70, quando esta trabalhava com o seu método das “esculturas familiares”: que uma pessoa estranha, convocada a representar um membro da família, passa a se sentir exatamente como a pessoa a qual representa, às vezes reproduzindo, de forma exata, sintomas físicos da pessoa a qual representa, mesmo sem saber nada a respeito dela.
Esse fenômeno, ainda muito pouco compreendido e explicado, já havia sido descrito anteriormente por Levy Moreno, criador do psicodrama. Algumas hipóteses têm sido levantadas também utilizando-se da teoria de evolução dos "campos morfogenéticos", formulada pelo biólogo britânico RupertSheldrake e apoiando-se em conceitos da Física Quântica como, por exemplo, a não localidade1 .
De posse de detalhadas observações sobre tal fenômeno, Hellinger adquiriu experiência e, baseado ainda na técnica descrita por Eric Berne e aprimorada por sua seguidora Fanita English de “análise de histórias”, descobriu que muitos problemas, dificuldades e mesmo doenças de seus clientes estavam ligadas a destinos de membros anteriores de seu grupo familiar.
As descobertas fundamentais
Hellinger descobriu alguns pontos esclarecedores sobre a dinâmica da sensação de “consciência leve” e “consciência pesada”, e propôs uma “consciência de clã” (por ele também chamada de “alma”-- no sentido de algo que dá movimento , que “anima”), que se norteia por “ordens” arcaicas simples, que ele denominou de “ordens do amor”, e demonstrou a forma como essa consciência nos enreda inconscientemente na repetição do destino de outros membros do grupo familiar. Essas ordens do amor referem-se a três princípios norteadores:
1 - a necessidade de pertencer ao grupo ou clã
2 - a necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber nos relacionamentos
3 - a necessidade de hierarquia dentro do grupo ou clã
As ordens do amor são forças dinâmicas e articuladas que atuam em nossas famílias ou relacionamentos íntimos. Percebemos a desordem dessas forças sob a forma de sofrimento e doença. Em contrapartida, percebemos seu fluxo harmonioso como uma sensação de estar bem no mundo.
O procedimento
A “constelação familiar” consiste em um método no qual um cliente apresenta um tema de trabalho e, em seguida, o terapeuta solicita informações factuais sobre a vida de membros de sua família, como mortes precoces, suicídios, assassinatos, doenças graves, casamentos anteriores, número de filhos ou irmãos.
Com base nessas informações, solicita-se ao cliente que escolha entre outros membros do grupo, de preferência estranhos a sua história, alguns para representar membros do grupo familiar ou ele mesmo. Esses representantes são dispostos no espaço de trabalho de forma a representar como o cliente sente que se apresentam as relações entre tais membros. Em seguida, guiado pelas reações desses representantes, pelo conhecimento das "ordens do amor" e pela sua conexão com o sistema familiar do cliente, o terapeuta conduz, quando possível, os representantes até uma imagem de solução onde todos os representantes tenham um lugar e se sintam bem dentro do sistema familiar.
Nos anos recentes (2003-2005), Hellinger apurou sua forma de trabalho para um desenvolvimento ainda mais abrangente, que ele denominou de "movimentos da alma". Estes abrangem contextos mais amplos do que o grupo familiar, tais como o grupo étnico. Descobriu e descreveu ainda os efeitos das intervenções (chamado de “ajuda”) e os princípios que efetivamente norteiam a ajuda efetiva, criando assim também as chamadas “ordens da ajuda”.
Aplicações
A abordagem apresenta uma vasta gama de aplicações práticas devido aos seus efeitos esclarecedores no campo das relações humanas, como:
melhoria das relações familiares
- melhoria das relações interpessoais nas empresas
- melhoria das relações no ambiente educacional
Tais aplicações deram início a abordagens derivadas, denominadas de constelações familiares, constelações organizacionais e pedagogia sistêmica.
Críticas
Embora os participantes de sessões de Constelações Familiares reportem resultados positivos (Cohen 2009; Cohen 2005; Franke 2003; Lynch & Tucker 2005; Payne 2005), a abordagem diverge explicitamente de muitas psicoterapias cognitivas, comportamentais e psicodinâmicas. Como o método utilizado pelas Constelações Familiares não se deixa ser validado empiricamente por métodos de investigação científicos, só pode ser defendido numa abordagem fenomenológica.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%B5es_familiares

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

As Escolas Tradicionais de Feng Shui, menos conhecidas:

Xuan Kong Fei Xin ou Estrelas Voadoras do Tempo-Espaço            Esta aplicação é considerada como sendo a teoria mais sofisticada do Feng Shui e é amplamente utilizada na Ásia. Em razão de sua complexidade e dificuldade de tradução dos termos utilizados, somente nos últimos anos do sécnulo XX tornou-se conhecida no Ocidente.Em Chinês, "Xuan" significa Tempo e "Kong" significa Espaço. A técnica das Estrelas Voadoras é chamada de "Xuan Kong Fei Xing", que pode ser traduzida como Estrelas Voadoras do Tempo-Espaço. A palavra "Estrelas" neste contexto é sinônimo de "qi" e se referiria às características vibracionais do ambiente; "Voadoras" porque estas características são dinâmicas, ou seja, se movimentam – pode-se também dizer que se modificam – no espaço e ao longo do tempo.No início da década de 1920, Mestre Shen Zhu-Nai começou a escrever um livro chamado "Shen Shi Xuan Kong", Estudo de Shen sobre o Tempo-Espaço que explica como estabelecer os padrões das Estrelas Voadoras além de anotações práticas e estudos de caso. Infelizmente ele faleceu antes de terminar o livro.O trabalho foi concluído por seus filhos e discípulos, e publicado em 1927. Posteriormente, em 1933, publicou-se uma edição ampliada com anotações de amigos, discípulos e peritos do passado. O livro do Mestre Shen atualmente exerce grande influência na prática do Feng Shui, na China e em outros países asiáticos. Uma nova geração de mestres tem publicado edições comentadas do "Shen Shi Xuan Kong", tornando esta escola mais acessível aos praticantes modernos de Feng Shui.A aplicação de Xuan Kong Fei Xing utiliza raciocínio lógico em conjunto com fórmulas matemáticas e se refere a quatro aspetos: Tempo, Espaço construído (edificações), Ambiente (entorno) e Pessoas (usuários), pois examina como a influência vibracional do ambiente e do espaço produzido pelo Homem age sobre a saúde e a prosperidade das pessoas ao longo do tempo. Esta é uma visão dinâmica do Feng Shui através da qual é possível verificar que a qualidade vibracional de um ambiente muda ao longo do tempo se não for renovada. Esta influência é demonstrada pelo que denominamos de "Mapa das Estrelas Voadoras".A técnica das Estrelas Voadoras pode ser identificada pelo uso de uma bússola específica - "Luopan" - para encontrar a orientação magnética da edificação. Esta informação e o período de tempo no qual o imóvel foi construído formam a base para os cálculos que determinarão o mapa que mostra as influências intangíveis e proporciona os meios de atuar sobre estas influências ao longo do tempo. Esta atuação também deve levar em conta as influências tangíveis, ou seja, a influência das formas internas e externas à edificação.                                 

O Feng Shui no Hemisfério Sul                                                             Há uma divergência entre algumas escolas de Feng Shui sobre a necessidade ou não de adaptar as antigas teorias chinesas quando o feng shui for utilizado no Hemisfério Sul. As diferenças entre os dois hemisférios são uma realidade de fato, mas sua influência sobre o feng shui não encontra unanimidade entre os estudiosos e praticantes desta técnica chinesa.
As escolas de Feng Shui para o Hemisfério Sul defendem a necessidade de alterações, que abrangem todo o Feng Shui e Astrologia Chinesa dos 4 Pilares. Entre os principais argumentos para que sejam feitas alterações pode-se citar: 
- O "Ba Gua" - octógono com um trigrama em cada face – representa o ciclo das Estações. No Hemisfério Sul as estações são invertidas em relação ao Hemisfério Norte. Portanto o Ba Guá deveria refletir estas diferenças.
- O "Luo Pan" – bússola chinesa com todas as fórmulas do Feng Shui resumidas em um disco reticulado – foi criado para ser usado em regiões onde faltam elementos naturais e acidentes geográficos. Método das estrelas voadoras.
- O Efeito Coriolis faz com que as correntes de ar e água girem em direções opostas nos dois hemisférios: anti-horário no Hemisfério Norte e horário no Hemisfério Sul. Este efeito provoca um espelhamento na distribuição das energias sobre a superfície do globo terrestre.
- Uma nova perspetiva, o Feng Shui Lógico, defende a adaptação do Ba-guá da Sequência do Céu Posterior para o Hemisfério Sul baseada nos trigramas (e sua correlação com as estações do ano) e as Estrelas-guia do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul: Polaris e Alpha-Crux. O Feng Shui Lógico criou o Método Solar das Quatro Estações, método inédito e válido nos dois hemisférios. Essa perspetiva compreende a profunda base filosófica chinesa e atualiza no Tempo e no Espaço essa importante ferramenta para criar harmonia e prosperidade.
A validade destas afirmações pode envolver debates e estudos. O artigo a seguir expõe algumas justificativas e métodos utilizados pelos que adotam as adaptações para o Hemisfério Sul.

O Feng Shui no Brasil
A aplicação do feng shui depende do lugar onde nos encontramos na Terra, da geografia do lugar, perto de um rio, onde supostamente "a energia corre", está em movimento, ou perto de uma montanha, onde a energia se acumula. No caso de pessoas: onde nascem, onde vivem.
O Brasil se encontra em sua maior parte no Hemisfério Sul da Terra, 93% do território brasileiro, sendo a cidade de Cuiabá o centro geodésico da América do Sul. E apenas 7% está no Hemisfério Norte. Segundo as modificações citadas no item anterior, entre outras, a aplicação da técnica varia dependendo do hemisfério da Terra. Aceitando que se deve trabalhar sobre o fundamento do Feng Shui, ou seja, as estações do ano, vem a seguir:
Falando em coordenadas geográficas, leste e oeste se mantém, mas a Linha do Equador funciona como um espelho dividindo a Terra em dois hemisférios, norte e sul.
No Hemisfério Norte o frio está no norte - o Ártico, e o calor no sul- a linha do Equador. Ao contrário do Hemisfério Sul onde o calor está no norte, o frio está no sul_ a Antártida. As estações do ano também se invertem. Quando é verão no Hemisfério Sul, é inverno no Hemisfério Norte. Quando é outono no Hemisfério Sul, é primavera no Hemisfério Norte, e vice-versa. O I Ching cita que devemos nos voltar para o lado da luz, para meditar, ou seja, o sul_ no Hemisfério Norte; o que corresponde a se voltar para o norte no hemisfério Sul. Isto se baseia na posição do Sol, que no Hemisfério Sul nasce no leste, se dirige para o norte e se põe no oeste. Na tradução do I Ching para o português também é ressaltado que se deve observar a estação do ano a que se refere o texto, e nunca o mês em questão, já que a obra foi escrita na China, que se encontra totalmente no hemisfério Norte, e os meses a que correspondem as estações do ano são sempre diferentes nos dois hemisférios da Terra. Por exemplo, o signo que representa o auge do verão é o cavalo. Corresponde ao calor, elemento fogo, mês de dezembro, direção norte magnético, no Hemisfério Sul; enquanto que o cavalo no Hemisfério Norte corresponde ao mês de junho e a direção sul.
Os 5 elementos (fogo/verão, terra, metal/outono, água/inverno, madeira/primavera) estão relacionados com as estações do ano, com as direções, com os 12 signos (animais), com os meses, os dias e as horas, originando um calendário.
Quando se trabalha sobre a planta baixa de um imóvel, utiliza-se a técnica do "Bahzai", e no caso de pessoas a técnica do "Min-gua". Os 8 trigramas do I Ching serão relacionados com as coordenadas magnéticas, respetivamente, no Hemisfério Sul, vale para a maior parte do Brasil, incluindo São Paulo: norte 9, nordeste 4, leste 3, sudeste 8, sul 1, sudoeste 6, oeste 7, noroeste 2 _se trata de uma matriz (matemática) 3x3, que representa o plano, 360 graus, + (sentido horário, Hemisfério Norte) ou - (sentido anti-horário, Hemisfério Sul) ; o 5 está no centro, que é o número considerado sagrado.
294
753
618
"Quadrado Mágico"
Da relação entre os 12 signos e os cinco elementos originariam-se 60 binômios. Em 7 de agosto de 2006 se iniciou o ano da Cobra de Metal no Hemisfério Sul. A mudança de ano ocorre no início do segundo semestre, em agosto de 2007 entra o ano do Cavalo de Água (binômio 19). Em 2008, é o ano do Carneiro de Água. Esta data é calculada como no Hemisfério Norte, e representa um ponto médio entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera.

O Feng Shui é científico?
Nenhuma evidência empírica ou mesmo qualquer publicação em revistas científicas indexadas foi realizada. Ela se baseia puramente em validações subjetivas, que podem ser substituídas por explicações prosaicas muito mais robustas. Existem ainda muitos charlatães, que deturpam conceitos científicos bem estabelecidos como energia e trabalho para enganar e iludir crédulos.
Os antigos mestres chineses de Feng Shui procuravam entender e tratar as influências vibracionais sutis que atuam sobre um determinado espaço fundamentados na observação da Natureza e numa experimentação que combina elementos de diversas áreas do conhecimento da cultura chinesa tradicional. Entre estes elementos encontramos muitas referências da Matemática e da Astronomia, além da Arquitetura.
Em Arquitetura, o livro Percepção Ambiental e Comportamento, do Mestre em Arquitetura Jun Okamoto (Editora Mackenzie,São Paulo, 2002) é um importante passo para as bases científicas do Feng Shui. Outro marco nesse sentido é o livro Feng Shui Lógico, de Stela Vecchi (Ícone Editora, São Paulo, 2004) que relaciona a Teoria da Relatividade de Einstein e o estudo da Simbologia Junguiana entre outras associações científicas para comprovar a eficácia do Feng Shui.
Séculos de pesquisa e estudo legaram um amplo conjunto de princípios e informações que pode contribuir para a construção de ambientes mais saudáveis, supostamente tratando e corrigindo as condições energéticas inadequadas de um lugar específico.
Os praticantes desta arte dizem que o resultado de um trabalho bem feito se manifesta no espaço tratado através dos benefícios proporcionados aos seus usuários, que podem manifestar mais vitalidade para as realizações do dia a dia, um sentimento de paz e tranquilidade.
Estas afirmações podem parecer esotéricas, mas este conhecimento coloca estas questões de maneira relativamente concreta, por exemplo, entrando no campo da Arquitertura discutir como situar uma cama de tal modo que seu usuário não receba vento em excesso e se resfrie.
Por outro lado, ao se referir à Astrologia Chinesa, como uma de suas referências de trabalho e destacar aspetos intuitivos do trabalho do consultor de Feng Shui, esta arte se situaria "além dos limites atuais da ciência contemporânea", sendo por muitos, classificada como uma ciência metafísica.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Feng_shui