O Qi Gong / Chi Kung equilibra você.

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Circule sempre sua energia.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Ano Novo Chinês - A Lenda de Nián Shóu (年兽)




Você provavelmente já sabe que a tradição dos fogos de artifícios nasceu na China e que lá se usa muito a cor vermelha, em especial no ano novo.

Talvez você acredite que estes dois elementos dentre outros, fazem parte da maneira festiva e prazerosa que os Chineses comemoram a virada do ano. No entanto, há uma famosa lenda assustadora que explica como tudo começou.

De acordo com a lenda chinesa, Nián Shòu () era um monstro feroz e devorador de homens (com preferência por crianças) que vivia no mar, montanha ou floresta. A localização varia de acordo com a fonte da lenda.

Este monstro era feio e tinha uma boca enorme que poderia engolir várias pessoas com uma só mordida. Algumas tradições apresentam Nián semelhante a um leão ou um dragão, mas de uma forma monstruosa.

Todos os anos na véspera do ano novo, geralmente no inverno, Nián Shòu fazia a sua visita anual as aldeias para aterrorizar os moradores e seus animais. Os habitantes temiam por suas vidas e procuravam refúgio nas montanhas, evitando temporariamente o horror de se deparar com o monstro terrível e ser comido. Outras variantes do mito dizem que os moradores se trancavam em suas casas antes do pôr do sol para evitar Nián.

Um dia, um velho passou pela vila na época do Ano Novo e foi dito para fugir para as montanhas para evitar Nián, mas ele disse que ele poderia afugentar o monstro. Incapaz de convencer o velho para ir para as montanhas, os moradores o deixaram com os seus próprios planos para derrotar a assustadora criatura.

O velho sábio utilizando a cor vermelha, adornou as portas das casas com papel vermelho e começou a soltar os fogos de artifício, bater tambores e a tocar os gongos fortemente ao ver Nián. O monstro sensível aos sons e intimidado pela cor vermelha fugiu e nunca mais apareceu na vila novamente. Outra versão conta que o monstro foi morto pelos habitantes do local após ficar atordoado com os sons e o vermelho.

Eventualmente, essas práticas começaram a se espalhar em outras aldeias e províncias, se tornando uma tradição que vêm sendo parte do ano novo chinês até hoje.

Nián pode ter fugido, morrido ou nunca ter existido. De qualquer forma, só para garantir, qual a cor de roupa que você vai usar neste ano novo chinês, em 19 de fevereiro?

Fonte: http://centrochines.com.br

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O que é Auto-hemoterapia?

É uma técnica simples, em que, mediante a retirada de sangre da veia e a aplicação no músculo, ela estimula um aumento dos macrófagos, que são, vamos dizer, a Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana) do organismo. 
Os macrófagos são quem fazem a limpeza de tudo. Eliminam as bactérias, os vírus, as células cancerosas, que se chamam neoplásicas. Fazem uma limpeza total, eliminam inclusive a fibrina, que é o sangue coagulado. Ocorre esse aumento de produção de macrófagos pela medula óssea porque o sangue no músculo funciona como um corpo estranho a ser rejeitado pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). 
Enquanto houver sangue no músculo o SRE está sendo ativado. E só termina essa ativação máxima ao fim de cinco dias. 
A taxa normal de macrófagos é de 5% no sangue e, com a auto-hemoterapia, nós elevamos esta taxa para 22% durante 5 dias. Do quinto ao sétimo dia, começa a declinar, porque o sangue está terminando no músculo. E quando termina ela volta aos 5%. Dai a razão da técnica determinar que a auto-hemoterapia deva ser repetida de 7 em 7 dias. 
Essa é a razão de como funciona a auto-hemoterapia. É um método de custo baixíssimo, basta uma seringa. Pode ser feito em qualquer lugar porque não depende nem de geladeira - simplesmente porque o sangue é tirado no momento em que é aplicado no paciente, não há trabalho nenhum com esse sangue, Não há nenhuma técnica aplicada nesse sangue, apenas uma pessoa que saiba puncionar uma veia e saiba dar uma injeçao no músculo, com higiene e uma seringa, para fazer a retirada do sangue e aplicação no músculo, mais nada. E resulta num estímulo imunológico poderosíssimo. 

Brasil, Setembro de 2014. 

Fonte:  http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm

Nós do INSTITUTO TAO, somo a favor deste procedimento, porém, aconselhamos as os interessados em receber, procurar um técnico ou especialista, na área da saúde. 
Lembramos que este procedimento, não é reconhecido pela ANVISA. 

Auto-hemoterapia na Alemanha


A auto-hemoterapia é usada de várias formas e com variadas finalidades na Alemanha, sem restrições que não apenas a obrigação de manuseio da técnica conforma as condições de higiene. Com a AHT, por exemplo, um atleta profissional volta à atividade rapidamente após uma lesão grave à boa forma. Isso não se deve apenas às mãos de cura dos terapeutas. Muitos médicos desportivos tratam seus pacientes com sangue autólogo – auto-hemoterapia. Este método está disponível também para pacientes comuns, mesmo quando têm lesões graves.
A alemã Dra. med. Christoph Gepp, Especialista em Medicina Geral, Naturopata e que atua ainda nas áreas de Medicina do Esporte, Quiropraxia • Acupuntura, Tratamento da Dor • Homeopatia e Auto-hemoterapia, diz em artigo publicado naquele país que as chamadas Terapias de sangue autólogo “são aplicadas há mais de 100 anos”, acrescentando que “Já em 1898 os primeiros tratamentos de auto-sangue foram realizadas com sucesso com pacientes com TB”. Segundo ela, “Na medicina naturopata tratamentos de sangue autólogo tem enorme importância e são uma grande adição do espectro naturopata e medicina convencional”.
A respeito da eficácia da auto-hemoterapia, a médica diz cita um estudo Inglês feito pelo Departamento de Medicina Complementar que pode fornecer uma prova, pelo menos para eczema. A eficácia foi confirmada mais de mil vezes na prática diária. Os médicos usam o tratamento há mais de 100 anos, porque estão convencidos da eficácia deste método. As principais indicações que a médica cita para a técnica são as infecções recorrentes; as doenças de pele; como eczema e acne; fadiga e alergias. 
Fonte: http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm

domingo, 11 de janeiro de 2015

Afinal, o que é Constelação Familiar?

É um método psicoterapêutico recente, com abordagem sistêmica fenomenológica, de fundo filosófico, desenvolvido pelo filósofo e psicoterapeuta alemão Bert Hellinger.
Introdução e Desenvolvimento do método
Hellinger desenvolveu seu método a partir de observações empíricas, fundamentadas em diversas formas de psicoterapia familiar, dos padrões de comportamento que se repetem nas famílias e grupos familiares ao longo de gerações.
Esse filósofo deparou-se com um fenômeno descortinado pela psicoterapeuta americana Virginia Satir nos anos 70, quando esta trabalhava com o seu método das “esculturas familiares”: que uma pessoa estranha, convocada a representar um membro da família, passa a se sentir exatamente como a pessoa a qual representa, às vezes reproduzindo, de forma exata, sintomas físicos da pessoa a qual representa, mesmo sem saber nada a respeito dela.
Esse fenômeno, ainda muito pouco compreendido e explicado, já havia sido descrito anteriormente por Levy Moreno, criador do psicodrama. Algumas hipóteses têm sido levantadas também utilizando-se da teoria de evolução dos "campos morfogenéticos", formulada pelo biólogo britânico RupertSheldrake e apoiando-se em conceitos da Física Quântica como, por exemplo, a não localidade1 .
De posse de detalhadas observações sobre tal fenômeno, Hellinger adquiriu experiência e, baseado ainda na técnica descrita por Eric Berne e aprimorada por sua seguidora Fanita English de “análise de histórias”, descobriu que muitos problemas, dificuldades e mesmo doenças de seus clientes estavam ligadas a destinos de membros anteriores de seu grupo familiar.
As descobertas fundamentais
Hellinger descobriu alguns pontos esclarecedores sobre a dinâmica da sensação de “consciência leve” e “consciência pesada”, e propôs uma “consciência de clã” (por ele também chamada de “alma”-- no sentido de algo que dá movimento , que “anima”), que se norteia por “ordens” arcaicas simples, que ele denominou de “ordens do amor”, e demonstrou a forma como essa consciência nos enreda inconscientemente na repetição do destino de outros membros do grupo familiar. Essas ordens do amor referem-se a três princípios norteadores:
1 - a necessidade de pertencer ao grupo ou clã
2 - a necessidade de equilíbrio entre o dar e o receber nos relacionamentos
3 - a necessidade de hierarquia dentro do grupo ou clã
As ordens do amor são forças dinâmicas e articuladas que atuam em nossas famílias ou relacionamentos íntimos. Percebemos a desordem dessas forças sob a forma de sofrimento e doença. Em contrapartida, percebemos seu fluxo harmonioso como uma sensação de estar bem no mundo.
O procedimento
A “constelação familiar” consiste em um método no qual um cliente apresenta um tema de trabalho e, em seguida, o terapeuta solicita informações factuais sobre a vida de membros de sua família, como mortes precoces, suicídios, assassinatos, doenças graves, casamentos anteriores, número de filhos ou irmãos.
Com base nessas informações, solicita-se ao cliente que escolha entre outros membros do grupo, de preferência estranhos a sua história, alguns para representar membros do grupo familiar ou ele mesmo. Esses representantes são dispostos no espaço de trabalho de forma a representar como o cliente sente que se apresentam as relações entre tais membros. Em seguida, guiado pelas reações desses representantes, pelo conhecimento das "ordens do amor" e pela sua conexão com o sistema familiar do cliente, o terapeuta conduz, quando possível, os representantes até uma imagem de solução onde todos os representantes tenham um lugar e se sintam bem dentro do sistema familiar.
Nos anos recentes (2003-2005), Hellinger apurou sua forma de trabalho para um desenvolvimento ainda mais abrangente, que ele denominou de "movimentos da alma". Estes abrangem contextos mais amplos do que o grupo familiar, tais como o grupo étnico. Descobriu e descreveu ainda os efeitos das intervenções (chamado de “ajuda”) e os princípios que efetivamente norteiam a ajuda efetiva, criando assim também as chamadas “ordens da ajuda”.
Aplicações
A abordagem apresenta uma vasta gama de aplicações práticas devido aos seus efeitos esclarecedores no campo das relações humanas, como:
melhoria das relações familiares
- melhoria das relações interpessoais nas empresas
- melhoria das relações no ambiente educacional
Tais aplicações deram início a abordagens derivadas, denominadas de constelações familiares, constelações organizacionais e pedagogia sistêmica.
Críticas
Embora os participantes de sessões de Constelações Familiares reportem resultados positivos (Cohen 2009; Cohen 2005; Franke 2003; Lynch & Tucker 2005; Payne 2005), a abordagem diverge explicitamente de muitas psicoterapias cognitivas, comportamentais e psicodinâmicas. Como o método utilizado pelas Constelações Familiares não se deixa ser validado empiricamente por métodos de investigação científicos, só pode ser defendido numa abordagem fenomenológica.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Constela%C3%A7%C3%B5es_familiares

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

As Escolas Tradicionais de Feng Shui, menos conhecidas:

Xuan Kong Fei Xin ou Estrelas Voadoras do Tempo-Espaço            Esta aplicação é considerada como sendo a teoria mais sofisticada do Feng Shui e é amplamente utilizada na Ásia. Em razão de sua complexidade e dificuldade de tradução dos termos utilizados, somente nos últimos anos do sécnulo XX tornou-se conhecida no Ocidente.Em Chinês, "Xuan" significa Tempo e "Kong" significa Espaço. A técnica das Estrelas Voadoras é chamada de "Xuan Kong Fei Xing", que pode ser traduzida como Estrelas Voadoras do Tempo-Espaço. A palavra "Estrelas" neste contexto é sinônimo de "qi" e se referiria às características vibracionais do ambiente; "Voadoras" porque estas características são dinâmicas, ou seja, se movimentam – pode-se também dizer que se modificam – no espaço e ao longo do tempo.No início da década de 1920, Mestre Shen Zhu-Nai começou a escrever um livro chamado "Shen Shi Xuan Kong", Estudo de Shen sobre o Tempo-Espaço que explica como estabelecer os padrões das Estrelas Voadoras além de anotações práticas e estudos de caso. Infelizmente ele faleceu antes de terminar o livro.O trabalho foi concluído por seus filhos e discípulos, e publicado em 1927. Posteriormente, em 1933, publicou-se uma edição ampliada com anotações de amigos, discípulos e peritos do passado. O livro do Mestre Shen atualmente exerce grande influência na prática do Feng Shui, na China e em outros países asiáticos. Uma nova geração de mestres tem publicado edições comentadas do "Shen Shi Xuan Kong", tornando esta escola mais acessível aos praticantes modernos de Feng Shui.A aplicação de Xuan Kong Fei Xing utiliza raciocínio lógico em conjunto com fórmulas matemáticas e se refere a quatro aspetos: Tempo, Espaço construído (edificações), Ambiente (entorno) e Pessoas (usuários), pois examina como a influência vibracional do ambiente e do espaço produzido pelo Homem age sobre a saúde e a prosperidade das pessoas ao longo do tempo. Esta é uma visão dinâmica do Feng Shui através da qual é possível verificar que a qualidade vibracional de um ambiente muda ao longo do tempo se não for renovada. Esta influência é demonstrada pelo que denominamos de "Mapa das Estrelas Voadoras".A técnica das Estrelas Voadoras pode ser identificada pelo uso de uma bússola específica - "Luopan" - para encontrar a orientação magnética da edificação. Esta informação e o período de tempo no qual o imóvel foi construído formam a base para os cálculos que determinarão o mapa que mostra as influências intangíveis e proporciona os meios de atuar sobre estas influências ao longo do tempo. Esta atuação também deve levar em conta as influências tangíveis, ou seja, a influência das formas internas e externas à edificação.                                 

O Feng Shui no Hemisfério Sul                                                             Há uma divergência entre algumas escolas de Feng Shui sobre a necessidade ou não de adaptar as antigas teorias chinesas quando o feng shui for utilizado no Hemisfério Sul. As diferenças entre os dois hemisférios são uma realidade de fato, mas sua influência sobre o feng shui não encontra unanimidade entre os estudiosos e praticantes desta técnica chinesa.
As escolas de Feng Shui para o Hemisfério Sul defendem a necessidade de alterações, que abrangem todo o Feng Shui e Astrologia Chinesa dos 4 Pilares. Entre os principais argumentos para que sejam feitas alterações pode-se citar: 
- O "Ba Gua" - octógono com um trigrama em cada face – representa o ciclo das Estações. No Hemisfério Sul as estações são invertidas em relação ao Hemisfério Norte. Portanto o Ba Guá deveria refletir estas diferenças.
- O "Luo Pan" – bússola chinesa com todas as fórmulas do Feng Shui resumidas em um disco reticulado – foi criado para ser usado em regiões onde faltam elementos naturais e acidentes geográficos. Método das estrelas voadoras.
- O Efeito Coriolis faz com que as correntes de ar e água girem em direções opostas nos dois hemisférios: anti-horário no Hemisfério Norte e horário no Hemisfério Sul. Este efeito provoca um espelhamento na distribuição das energias sobre a superfície do globo terrestre.
- Uma nova perspetiva, o Feng Shui Lógico, defende a adaptação do Ba-guá da Sequência do Céu Posterior para o Hemisfério Sul baseada nos trigramas (e sua correlação com as estações do ano) e as Estrelas-guia do Hemisfério Norte e do Hemisfério Sul: Polaris e Alpha-Crux. O Feng Shui Lógico criou o Método Solar das Quatro Estações, método inédito e válido nos dois hemisférios. Essa perspetiva compreende a profunda base filosófica chinesa e atualiza no Tempo e no Espaço essa importante ferramenta para criar harmonia e prosperidade.
A validade destas afirmações pode envolver debates e estudos. O artigo a seguir expõe algumas justificativas e métodos utilizados pelos que adotam as adaptações para o Hemisfério Sul.

O Feng Shui no Brasil
A aplicação do feng shui depende do lugar onde nos encontramos na Terra, da geografia do lugar, perto de um rio, onde supostamente "a energia corre", está em movimento, ou perto de uma montanha, onde a energia se acumula. No caso de pessoas: onde nascem, onde vivem.
O Brasil se encontra em sua maior parte no Hemisfério Sul da Terra, 93% do território brasileiro, sendo a cidade de Cuiabá o centro geodésico da América do Sul. E apenas 7% está no Hemisfério Norte. Segundo as modificações citadas no item anterior, entre outras, a aplicação da técnica varia dependendo do hemisfério da Terra. Aceitando que se deve trabalhar sobre o fundamento do Feng Shui, ou seja, as estações do ano, vem a seguir:
Falando em coordenadas geográficas, leste e oeste se mantém, mas a Linha do Equador funciona como um espelho dividindo a Terra em dois hemisférios, norte e sul.
No Hemisfério Norte o frio está no norte - o Ártico, e o calor no sul- a linha do Equador. Ao contrário do Hemisfério Sul onde o calor está no norte, o frio está no sul_ a Antártida. As estações do ano também se invertem. Quando é verão no Hemisfério Sul, é inverno no Hemisfério Norte. Quando é outono no Hemisfério Sul, é primavera no Hemisfério Norte, e vice-versa. O I Ching cita que devemos nos voltar para o lado da luz, para meditar, ou seja, o sul_ no Hemisfério Norte; o que corresponde a se voltar para o norte no hemisfério Sul. Isto se baseia na posição do Sol, que no Hemisfério Sul nasce no leste, se dirige para o norte e se põe no oeste. Na tradução do I Ching para o português também é ressaltado que se deve observar a estação do ano a que se refere o texto, e nunca o mês em questão, já que a obra foi escrita na China, que se encontra totalmente no hemisfério Norte, e os meses a que correspondem as estações do ano são sempre diferentes nos dois hemisférios da Terra. Por exemplo, o signo que representa o auge do verão é o cavalo. Corresponde ao calor, elemento fogo, mês de dezembro, direção norte magnético, no Hemisfério Sul; enquanto que o cavalo no Hemisfério Norte corresponde ao mês de junho e a direção sul.
Os 5 elementos (fogo/verão, terra, metal/outono, água/inverno, madeira/primavera) estão relacionados com as estações do ano, com as direções, com os 12 signos (animais), com os meses, os dias e as horas, originando um calendário.
Quando se trabalha sobre a planta baixa de um imóvel, utiliza-se a técnica do "Bahzai", e no caso de pessoas a técnica do "Min-gua". Os 8 trigramas do I Ching serão relacionados com as coordenadas magnéticas, respetivamente, no Hemisfério Sul, vale para a maior parte do Brasil, incluindo São Paulo: norte 9, nordeste 4, leste 3, sudeste 8, sul 1, sudoeste 6, oeste 7, noroeste 2 _se trata de uma matriz (matemática) 3x3, que representa o plano, 360 graus, + (sentido horário, Hemisfério Norte) ou - (sentido anti-horário, Hemisfério Sul) ; o 5 está no centro, que é o número considerado sagrado.
294
753
618
"Quadrado Mágico"
Da relação entre os 12 signos e os cinco elementos originariam-se 60 binômios. Em 7 de agosto de 2006 se iniciou o ano da Cobra de Metal no Hemisfério Sul. A mudança de ano ocorre no início do segundo semestre, em agosto de 2007 entra o ano do Cavalo de Água (binômio 19). Em 2008, é o ano do Carneiro de Água. Esta data é calculada como no Hemisfério Norte, e representa um ponto médio entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera.

O Feng Shui é científico?
Nenhuma evidência empírica ou mesmo qualquer publicação em revistas científicas indexadas foi realizada. Ela se baseia puramente em validações subjetivas, que podem ser substituídas por explicações prosaicas muito mais robustas. Existem ainda muitos charlatães, que deturpam conceitos científicos bem estabelecidos como energia e trabalho para enganar e iludir crédulos.
Os antigos mestres chineses de Feng Shui procuravam entender e tratar as influências vibracionais sutis que atuam sobre um determinado espaço fundamentados na observação da Natureza e numa experimentação que combina elementos de diversas áreas do conhecimento da cultura chinesa tradicional. Entre estes elementos encontramos muitas referências da Matemática e da Astronomia, além da Arquitetura.
Em Arquitetura, o livro Percepção Ambiental e Comportamento, do Mestre em Arquitetura Jun Okamoto (Editora Mackenzie,São Paulo, 2002) é um importante passo para as bases científicas do Feng Shui. Outro marco nesse sentido é o livro Feng Shui Lógico, de Stela Vecchi (Ícone Editora, São Paulo, 2004) que relaciona a Teoria da Relatividade de Einstein e o estudo da Simbologia Junguiana entre outras associações científicas para comprovar a eficácia do Feng Shui.
Séculos de pesquisa e estudo legaram um amplo conjunto de princípios e informações que pode contribuir para a construção de ambientes mais saudáveis, supostamente tratando e corrigindo as condições energéticas inadequadas de um lugar específico.
Os praticantes desta arte dizem que o resultado de um trabalho bem feito se manifesta no espaço tratado através dos benefícios proporcionados aos seus usuários, que podem manifestar mais vitalidade para as realizações do dia a dia, um sentimento de paz e tranquilidade.
Estas afirmações podem parecer esotéricas, mas este conhecimento coloca estas questões de maneira relativamente concreta, por exemplo, entrando no campo da Arquitertura discutir como situar uma cama de tal modo que seu usuário não receba vento em excesso e se resfrie.
Por outro lado, ao se referir à Astrologia Chinesa, como uma de suas referências de trabalho e destacar aspetos intuitivos do trabalho do consultor de Feng Shui, esta arte se situaria "além dos limites atuais da ciência contemporânea", sendo por muitos, classificada como uma ciência metafísica.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Feng_shui

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Quem foi Confúcio?

Confúcio (chinês: , pinyin: Kǒng Zǐ, Wade-Giles: K'ung-tzu, ou chinês: 孔夫子, pinyin: Kǒng Fūzǐ, Wade-Giles:K'ung-fu-tzu), literalmente "Mestre Kong", (tradicionalmente 27 de agosto de 551 a.C  – 479 a.C.) foi um pensador e filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos.


A filosofia de Confúcio sublinhava uma moralidade pessoal e governamental, também os procedimentos corretos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam relevo na China sobre outras doutrinas, como olegalismo (法家) e o taoismo (道家) durante a Dinastia Han (206 a.C. – 220). Os pensamentos de Confúcio foram desenvolvidos num sistema filosófico conhecido por confucionismo (儒家).

Porque nenhum texto é demonstrável ser de autoria de Confúcio, e as ideias que mais chegadas lhe eram foram elaboradas em escritos acumulados durante o período entre a sua morte e a fundação do primeiro império chinês em 221 a.C., muitos académicos são muito cautelosos em atribuir asserções específicas ao próprio Confúcio. Os seus ensinamentos podem ser encontrados na obra Analetos de Confúcio (論語), uma colecção de aforismos, que foi compilada muitos anos após a sua morte. Por cerca de dois mil anos, pensou-se ter sido Confúcio o autor ou editor de todos os Cinco Clássicos (五經) como o Clássico dos Ritos (禮記) (editor), e Os Anais de Primavera e Outono (春秋) (autor).

Os princípios de Confúcio tinham uma base nas tradições e crenças chinesas comuns. Favorecia uma lealdade familiar forte, veneração dos ancestrais, respeito para com os idosos pelas suas crianças (e, de acordo com intérpretes posteriores, das esposas para como os maridos), e a família como a base para um governo ideal. Expressou o conhecido princípio, "não faças aos outros o que não queres que façam a ti", uma das versões mais antigas da ética da reciprocidade.

Nascimento e juventude

Confúcio, também conhecido como K'ung Ch'iu, K'ung Chung-ni ou Confucius, nasceu em meados do século VI (551 a. C.), em Tsou, uma pequena cidade no estado de Lu, hoje Shantung. Segundo algumas fontes antigas, teria nascido em 27 de agosto de 552 a. C. (ou seja, no vigésimo primeiro ano do duque Hsiang). Esse estado é denominado de "terra santa" pelos chineses. Confúcio estava longe de se originar de uma família abastada, embora seja dito que ele tinha ascendência aristocrática. Seu pai, Shu-Liang He, antes magistrado e guerreiro de certa fama, tinha setenta anos quando se casou com a mãe de Confúcio, uma jovem de quinze anos chamada Yen Cheng Tsai, que diziam ser descendente de Po Chi'in, o filho mais velho do Duque de Chou, cujo sobrenome era Chi.

Dos onze filhos, Confúcio era o mais novo. Seu pai morreu quando ele tinha três anos de idade, o que o obrigou a trabalhar desde muito jovem para ajudar no sustento da família. Aos quinze anos, resolveu dedicar suas energias em busca do aprendizado. Em vários estágios de sua vida empregou suas habilidades como pastor, vaqueiro, funcionário e guarda-livros. Aos dezenove anos se casou com uma jovem chamada Chi-Kuan. Confúcio teve um filho, K'ung Li

Viagens

Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contacto com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súditos, pondo em prática processos tão simples como a diminuição de contribuiçoes e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver as suas ideias na prática, nunca o conseguiu, pois tais ideias eram consideradas muito perigosas pelos governantes. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram fazendo-o alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.
Confúcio é biograficamente, segundo o historiador chinês Sima Qian (século II a.C.), uma representação típica do herói chinês. Ele era alto, forte, enxergava longe, tinha uma barriga cheia de Chi, usava longa barba, símbolo de sabedoria, mas vestia-se bem e era simples. Era também de um comportamento exemplar, demonstrando sua doutrina nos seus actos. Pescava com anzol, dando opção aos peixes, e caçava com um arco pequeno, para que os animais pudessem fugir. Comia sem falar, era directo, franco, acreditava ser um representante do céu.

Ideias

A sua ideologia de organização da sociedade procurava também recuperar os valores antigos, perdidos pelos homens de sua época. No entanto, em sua busca pelo Tao, ele usava uma abordagem diferente da noção de desprendimento proposta pelos taoístas. A sua teoria baseava-se num critério mais realístico, onde a prática do comportamento ritual daria uma possibilidade real aos praticantes de sua doutrina de viverem em harmonia.
Confúcio não pregava a aceitação plena de um papel definido para os elementos da sociedade, mas sim que cada um cumprisse com seu dever de forma correta. Já o condicionamento dos hábitos serviria para temperar os espíritos e evitar os excessos. Logo, a sua doutrina apregoava a criação de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum. A sua escola foi sistematizada nos seguintes princípios:
  • Ren, humanidade (galtruiísmo);
  • Li, ou cortesia ritual;
  • Zhi, conhecimento ou sabedoria moral;
  • Xin, integridade;
  • Zhing, fidelidade;
  • Yi, justiça, retidão, honradez.
Cada um desses princípios ligar-se-ia às características que para ele se encontravam ausentes ou decadentes na sociedade.
Confúcio não procurou uma distinção aprofundada sobre a natureza humana, mas parece ter acreditado sempre no valor da educação para a condicionar. Sua bibliografia consta de três livros básicos, sendo que os dois últimos são atribuídos aos seus discípulos:
  • Lun yu (Diálogos, Aneletos), no qual se encontra a síntese de sua doutrina.
  • Dà Xué (大学) (Grande Ensinamento) e
  • Zhong Yong (Jung Yung), ou a "Doutrina do Meio".
Após sua morte, Confúcio recebeu o título de "Lorde Propagador da Cultura Sábio Supremo e Grande Realizador" (大成至聖文宣王), nome que se encontra registado em seu túmulo.
Ao contrário de profetas de religiões monoteístas, Confúcio não pregava uma teologia que conduzisse a humanidade a uma redenção pessoal. Pregava uma filosofia que buscava a redenção do Estado mediante a corretude do comportamento individual. Tratava-se de uma doutrina orientada para esse mundo, pregava um código de conduta social e não um caminho para a vida após a morte.

Discípulos e legado

Discípulos de Confúcio e seu único neto, Zisi, continuaram a sua escola filosófica após sua morte. Estes esforços espalharam os ideais de Confúcio para os estudantes que depois se tornaram funcionários em muitas das cortes reais chinesas, dando assim ao Confucionismo o primeiro teste em grande escala de seu dogma. Apesar de confiar fortemente no sistema ético-político de Confúcio, dois de seus mais famosos seguidores enfatizaram aspectos radicalmente diferentes de seus ensinamentos. Mêncio (século IV a.C.) articulou a bondade inata no ser humano como uma fonte das intuições éticas que guiam as pessoas para rén, e , enquanto Xun Zi (século III d.C.) ressaltou os aspectos realista e materialista do pensamento de Confúcio, salientando que a moralidade foi incutida na sociedade através da tradição e nos indivíduos, através da formação.
Este realinhamento no pensamento de Confúcio foi paralelo ao desenvolvimento de Legalismo, que viu a piedade filial como auto-interesse e não como um instrumento útil para um governante criar um Estado eficiente. A divergência entre estas duas filosofias políticas veio à tona em 223 a.C., quando o estado de Qin conquistou toda a China. Li Ssu, o primeiro-ministro da Dinastia Qin convenceu Qin Shi Huang a abandonar as recomendações confucionistas de distribuir feudos a parentes, voltando ao sistema anterior da Dinastia Zhou, que ele via como contrário à ideia legalista de centralização do Estado em torno do governante. Quando os conselheiros de Confúcio defenderam sua posição, Li Ssu executou muitos estudiosos confucionistas e seus livros foram queimados, o que foi considerado um duro golpe para a filosofia e a sabedoria chinesas.
As ideias de Confúcio foram adotadas como filosofia oficial do Estado durante a Dinastia Han (206 AC - 220 DC), o conhecimento daquelas ideias passou a ser uma das principais qualificações exigidas de funcionários públicos, que já eram selecionados por meio de concorridos exames e foram encarregados de manter a harmonia no Império.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conf%C3%BAcio

Estudo comprova benefícios da acupuntura após cirurgia de câncer de mama

O método ajuda a combater complicações mais rápido que a medicina convencional, segundo pesquisadora

Uma pesquisa inédita conduzida na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) conseguiu comprovar que a acupuntura pode ser utilizada para combater complicações decorrentes de cirurgias para a retirada do câncer de mama, diminuindo, inclusive, o tempo de recuperação de males como a falta de mobilidade dos membros superiores e do linfedema (inchaço nos braços e pescoço provocado por má circulação). 

A pesquisadora Michele Alem, da Faculdade de Ciências Médicas, mostrou, em sua tese de doutorado, que o método ajuda a combater os sintomas mais rápido do que a medicina convencional. "Houve melhora significativa nas limitações de amplitude de movimento de ombro na flexão, bem como no grau do linfedema, após o sexto mês de terapia com acupuntura", relata.

O procedimento padrão utilizado para combater o problema é drenagem linfática manual, que deve ser realizada em, no mínimo, três vezes por semana, com duração aproximada de 90 minutos. Além disso, a paciente deve permanecer com faixas nos locais, o que dificulta a realização das atividades diárias.

O tratamento com acupuntura para esse tipo de caso ainda não é disponibilizado na rede pública de saúde. "Por enquanto, apenas alguns fisioterapeutas, em consultórios particulares, estão utilizando essa técnica", comenta a pesquisadora, afirmando que, com a publicação do estudo, essa situação pode mudar. "Trata-se de uma comprovação inédita e, por isso, a técnica pode ser recomendada para a rede pública no futuro", disse.Já com a acupuntura, são necessárias menos sessões, que também duram menos tempo, para que os efeitos sejam alcançados. "Nosso trabalho utilizou uma sessão semanal, de 30 minutos", contou.

Acupuntura no Câncer de Mama

Prevenção

Alem ressalta, porém, que a técnica mostra mais eficácia quando utilizada logo após a cirurgia, de maneira preventiva. "As mulheres são orientadas a aprender a conviver com o inchaço crônico do braço, somente procurando ajuda quando o quadro já está instalado, impedindo ou dificultando a realização das atividades de vida diária. Se as sessões forem feitas desde o pós-operatório, os resultados melhoram ainda mais, inclusive impedindo o aparecimento dos linfedemas", comenta.

Outro dado animador, segundo Michele, é que, além da melhora acontecer com menos sessões realizadas, nenhuma das pacientes analisadas apresentou quadros de flebite (inflamação na veia), mesmo aquelas que anteriormente ao tratamento apresentavam crises periodicamente, chegando em alguns casos a necessitar internação.

O câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São quase 60 mil novos casos por ano, com uma média de 12 mil mortes, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Combate ao Câncer). Cerca de 25 mil mulheres precisam fazer a mastectomia (retirada cirúrgica da mama). Entre essas pacientes, 63,6% têm problemas no pós-operatório.

Nos casos mais severos, o linfedema causa grande dor e impede a realização de atividades corriqueiras, como tarefas domésticas. Já a diminuição na capacidade de movimentação ocorre quando a mulher perde mais de 20 graus de amplitude de movimento (o normal é 180 graus).

Como foi feita a pesquisa

Na pesquisa, realizada de fevereiro a dezembro de 2004 em pacientes das Redes de Combate ao Câncer de Rio Claro e São Carlos, foram avaliadas 29 mulheres portadoras de câncer de mama submetidas à mastectomia radical ou quadrantectomia com esvaziamento axilar e que apresentavam linfedema e diminuição na amplitude dos movimentos.

As mulheres que aceitaram participar do estudo foram submetidas ao total de 24 sessões de acupuntura, sendo uma por semana, totalizando seis meses de tratamento.

Foi realizada uma avaliação prévia à intervenção para a determinação do linfedema e da restrição da amplitude dos movimentos e as avaliações foram repetidas ao final do primeiro, do terceiro e do sexto mês de tratamento. Os critérios de avaliação foram aplicados em questionários que mensurava a sensação de bem-estar, impacto da cirurgia sobre a vida, sono, atividades de vida diária, sensação de peso e repuxamento no membro afetado.

Eduardo Schiavoni

fonte: 
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/02/19/estudo-comprova-beneficios-da-acupuntura-apos-cirurgia-para-retirada-de-cancer-de-mama.htm

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Feng Shui - Vento e Água


Feng Shui 風水 ou 風水 (Pinyin: fēngshuǐ) é um termo de origem chinesa, cuja tradução literal é vento e água. Sua pronúncia correta em mandarim é "fon xuei". Os mesmos ideogramas 風水 são utilizados em outros países da Ásia com um sentido semelhante: no Japão (fūsui), Coreia (pung-su) e Vietnam (phong-thủy).

Feng Shui, vem da pronúncia americanizada, expressa o barulho do vento e da água, é onomatopeico, fon suei, na língua original, em português seria como: fú, chuá.

Segundo esta corrente de pensamento, estabelecendo uma relação yin/yang, os ideogramas Feng e Shui (respectivamente Vento- yang - e Água - yin -) representariam o conhecimento das forças necessárias para conservar as influências positivas que supostamente estariam presentes em um espaço e redirecionar as negativas de modo a beneficiar seus usuários.



Origens


A origem da expressão "Feng Shui" está no Zang Shu (O Livro dos Enterros) escrito pelo Mestre Guo Pu (276-324 d.C). O termo é citado na seguinte sentença:

O Qi é disperso pelo vento (feng) e acolhido pela água (shui). green bell.

O Feng Shui é uma corrente de pensamento analítico com tradição de mais de 4000 anos. Os mestres chineses que o estruturaram teriam percebido que cada área natural, terreno ou edificação seria dotada de sua própria vibração influenciada pela presença do Ch'i (chamada em chinês de qi), e estaria sujeita às várias influências do ambiente que a circunda.

Constatando que certos tipos de vibrações presentes no ambiente e em seu entorno poderiam agir de modo benéfico para o corpo e a mente, enquanto que outros tipos tenderiam a ser prejudiciais, supostamente compreenderam a importância de estudar como situar as edificações, móveis e objetos da maneira mais adequada para favorecer seus usuários, segundo esta interpretação da natureza.

Segundo as ideias pregadas pelo Feng Shui, quando as pessoas buscam este equilíbrio com as forças benéficas da Natureza, podem gozar de saúde, boa sorte e prosperidade. Quando as ignoram e se alinham com influências nocivas, podem experimentar dificuldades e obstáculos que podem se expressar como doenças, má sorte ou indisposição. Claro está que tais sentenças fazem parte desta crença e não são de forma alguma endossadas pela ciência.

Os mestres taoístas que desenvolveram esta arte, não utilizavam-na isoladamente: consideravam-na mais um instrumento de equilíbrio a ser utilizado em conjunto com outras práticas articuladas à Medicina tradicional chinesa, como a acupuntura, a meditação e o Tai Chi Chuan.

Objetivos


Os chineses comparam os benefícios que o tratamento que o Feng Shui pode proporcionar a um espaço com os resultados que a terapia da acupuntura pode oferecer a um paciente. Segundo eles, da mesma forma que o Acupunturista, diagnostica os bloqueios na circulação de energia de um paciente e aplica agulhas em uma parte do corpo para curar uma outra parte ou órgão, o consultor de Feng Shui detecta as supostas influências visíveis e invisíveis em um ambiente e recomenda curas em uma área particular do imóvel que são capazes de alterar as características da circulação de energia no todo. Não há, entretanto, provas científicas da existência de tais influências "visíveis e invisíveis" nos ambientes.
O conhecimento destas "influências" pode explicar muitos fenômenos que percebemos apenas de forma intuitiva, por exemplo: o que nos faz sentir confortáveis em determinado ambiente; porque certas áreas de uma edificação são pouco ou nunca ocupadas; porque alguns dos seus moradores sempre estão adoentados; porque certas edificações ou áreas em uma cidade são bem ocupadas enquanto outras são evitadas pelos habitantes.
  • O primeiro objetivo do Feng Shui é guardar e preservar as boas influências disponíveis no lugar de modo a permitir que permaneçam e se distribuam suavemente pela edificação.
  • O segundo objetivo é reduzir os efeitos negativos das diversas influências nocivas ao local, presentes na sua construção ou frutos das alterações em seu entorno.
  • O terceiro objetivo é implementar "curas" que possam produzir resultados em termos de saúde, bem-estar e harmonia para os moradores ou usuários do espaço tratado. Isto pode ser conseguido estimulando as características do espaço benéficas para as pessoas que habitam este local – através das alterações arquitetônicas ou da forma, da cor, e do posicionamento dos objetos presentes no local.

O trato do visível e do invisível


Ao longo dos séculos, os sábios chineses desenvolveram elaborados métodos e sistemas matemáticos estruturados em torno da filosofia taoísta para mapear as características magnéticas de uma edificação, mesmo que ela ainda não tenha sido construída. O Feng Shui trabalha cada ambiente em dois diferentes níveis: o visível e o invisível.

O aspecto visível se refere a tudo que podemos ver, as diversas formas que estruturam cada espaço e as relações aparentes entre elas. Sua observação poderia indicar o que está errado num determinado ambiente, por exemplo, os ensinamentos do feng shui relatam que seria nocivo: a porta principal alinhada com a porta dos fundos; a escada alinhada à porta de entrada; ou objetos pontiagudos ou de aparência desagradável na direção de portas ou janelas. Estas características são relativamente fáceis de remediar, segundo os consultores, com freqüência o tratamento conduz a resultados efetivos.

Os aspectos invisíveis são considerados pelos praticantes desta arte até mesmo mais importantes que os aspectos visíveis. Somente os métodos mais elaborados do Feng Shui são capazes de detectar as "influências invisíveis" de uma edificação. Estas características supostamente explicam porque intuitivamente sentimos alguns ambientes ou locais como "ruins" e outros como "bons".

Como o invisível supostamente não poderia ser percebido diretamente pelos sentidos, seu estudo é realizado através de cálculos matemáticos que descrevem o campo eletromagnó existente num determinado espaço, situando-o em relação à planta do local ou edificação que está sendo trabalhado.
A base para o entendimento destes aspectos invisíveis seria a compreensão de que o alinhamento (orientação do imóvel em relação aos campos eletromagnéticos) e as características do momento em que foi construído (relacionadas também aos aspectos da vida estudados pela astrologia chinesa) contribuem para que o mesmo manifeste ou atraia certos tipos de vibrações.
De forma prática e objetiva, o consultor usa uma bússola para descobrir a orientação desses campos e fazer o estudo das características eletromagnéticas do local ou ambiente, registrando os aspectos percebidos, benéficos ou não. 
Segundo os praticantes de Feng Shui, não é possível corrigir problemas visíveis sem que também sejam determinados, ou "mapeados", estes aspectos invisíveis. Sem isso os resultados não serão duradouros, não importa o que tenha sido feito no nível do visível. As influências nocivas invisíveis precisam também ser corrigidas no nível visível – trabalhando a cor, a forma e os materiais associados aos diversos aspectos do espaço em estudo.

O Feng Shui na atualidade


Os imigrantes chineses que se instalaram nos Estados Unidos a partir do início do século XIX construíram estruturas que incorporam os princípios do Feng Shui nos bairros em que se habitaram nas cidades de New York, San Francisco e Los Angeles.

O movimento da Nova Era interessou-se pelo estudo de seus princípios. Devido à amplitude deste movimento e à diversidade de seus integrantes, simultaneamente divulgou no Ocidente o seu uso como forma de organizar espaços de um modo sério e banalizou os seus preceitos até o limite da superstição. O Feng Shui é ainda utilizado na China rural, em Taiwan, na Malásia, em Singapura, e Hong Kong.
Entre as escolas de Feng Shui mais conhecidas na atualidade se destacam:
  • A Escola da Forma, pertencente ao Feng Shui Tradicional Chinês;
  • A Escola da Bússola, também pertencente ao Feng Shui Tradicional Chinês;
  • A Escola do Chapéu Preto, de origem Tibetana, que usa como instrumento o Ba Gua, alinhando o norte - gua do trabalho - à porta principal.
Desde meados do século XX, a sua prática foi considerado ilegal na República Popular da China, inicialmente porque Mao Zedong denunciou a tendência de muitos praticantes para o charlatanismo, criando um departamento do governo para supervisionar seu uso.
A pesquisa de campo de Ole Bruun registra que durante a Revolução Cultural, a maioria dos praticantes desta arte tiveram seus livros queimados, foram presos e perseguidos, e submetidos a privações extremas devido a seus conhecimentos da cultura chinesa tradicional. Poucos desejavam ou tinham meios para deixar o país. Assim tornou-se uma prática pouco conhecida pelos jovens na China continental. Este quadro modificou-se recentemente com a rápida modernização do país, que permitiu que o Feng Shui se tornasse um tema de pesquisas importante para as universidades chinesas. 
Fonte: wikipédia.org

domingo, 4 de janeiro de 2015

Chi Kung para conectar corpo e mente


Divulgação
A prática do Chi Kung propões três ajustes; da postura, da respiração e da mente.

Rodrigo Palma e Renata Maitino atualizam a prática chinesa para unir Oriente e Ocidente.

Em tempos globalizados, em que nos conectamos rapidamente através de ondas cibernéticas e satélites com o outro lado do mundo, não nos conectamos assim tão facilmente com as diversas partes de nosso próprio ser. Esta falta de conexão com nós mesmos pode afetar nosso sistema imunológico e aparecer sob a forma de sintomas variados e doenças.
Tendo observado estes aspectos da saúde integrada, em que corpo, mente e espírito se alinham e se transformam, há milênios o chi kung desenvolve-se como uma prática de consciência e saúde calcada na história da filosofia e medicina tradicional chinesa que ganha mais e mais adeptos no Ocidente.
Em São Paulo, dois pesquisadores unem os conhecimentos orientais e ocidentais propondo o chamado chi kung somático, em que os fundamentos da educação somática auxiliam na prática e entendimento dos tesouros do chi kung. Esta nova abordagem foi desenvolvida pela parceria de Rodrigo Gentil Palma e Renata Maitino quando perceberam que tinham pesquisas e experiências similares.
"Aproveitamos o conhecimento e metodologia moderna da educação somática para dar suporte e aprofundamento ao aprendizado do chi kung", observa Rodrigo Gentil Palma. Ele é acupunturista formado pela Escola de Medicina Oriental de São Paulo (Emosp), com aprimoramento na China em medicina tradicional chinesa, chi kung e tui ná. Em 1999, fundou com amigos o Instituto Ser Humano, uma organização não-governamental voltada para “a criação de espaços externos e internos onde o ser humano possa expressar seu pleno potencial em harmonia com o todo”.
Ajustes para o século 21
"Esta proposta do chi kung somático nasceu da necessidade de criarmos um sistema que pudesse acolher todas as jóias que colhemos nestes vários sistemas de conhecimentos somáticos em uma abordagem mais atual, porque somos ocidentais e acreditamos que o conhecimento pode se atualizar. Estamos pensando em como fazer funcionar no dia a dia, na frente do computador. É uma síntese daquilo que acreditamos que possa ajudar as pessoas, com o intento de fazer o aluno apreender o que é essencial", detalha Palma.
A prática do chi kung propõe três ajustes: da postura, da respiração e da mente. O objetivo é ajudar o praticante a perceber seu corpo, alinhamento, postura, articulações e órgãos. Depois vem o ajuste da respiração. Para a medicina tradicional chinesa, respiração e energia são sinônimos.
Em seguida, vem o ajuste da mente, para estar presente aqui e agora, aprendendo a refinar o foco da atenção, usando fluxos específicos da energia dentro do corpo. Um dos princípios fundamentais do chi kung consiste em aprender a captar e harmonizar no corpo energias que vêm da natureza, do céu e da terra.
O chi kung somático é organizado nestes mesmos princípios, começando com o corpo físico para depois entrar no energético e depois no mental/emocional. A educação somática mapeia vários destes sistemas. Comparado à medicina tradicional chinesa, o chi kung somático inova em aspectos como a didática e o aprofundamento na consciência corporal.
”Atualmente, temos uma capacidade intensa de comunicação. Imagine que na China essa tradição foi passada de mestre para discípulo, ou de pai para filho, com informações que circulavam apenas dentro da pequena estrutura familiar ou entre alguns poucos discípulos e de uma forma meio severa. Além disso, muitas pessoas que fazem o chi kung não estudam a medicina chinesa. Então, modernizamos a relação com este conhecimento, que é transmitido agora em uma sala de aula para pessoas interessadas.”
Refinar a prática
Palma diz também que a educação somática se utiliza de imagens, estudos da anatomia e da fisiologia, visualizações, exercícios de toque e atividades lúdicas, para que seja possível o que chama de construção corporal.  “Aprender a sentir os órgãos, seu volume, peso, como se adaptam durante os movimentos. São experiências específicas que dão conteúdo e vivência para a pessoa poder fazer a prática do chi kung com mais integridade, aplicando este conhecimento interno e mais profundo, que na prática do chi kung é natural, mas que vai sendo adquirido com o passar dos muitos anos. Nós trazemos desde o início”.
Outra inovação, completa, é a capacidade de transformar a prática do chi kung na percepção dos mecanismos da psique em relação às emoções e relações com os outros.
Chi kung e xamanismo
Uma das contribuições dessa síntese entre conhecimentos orientais e ocidentais proposta por Palma a partir de sua trajetória profissional é relacioná-lo ao xamanismo. "A origem de todo o conhecimento de cultivo interior da medicina chinesa é o xamanismo, que é um conhecimento natural. O chi kung é um desenvolvimento da tradição do xamanismo na China", afirma Palma.
"Na China, durante séculos, a abordagem foi mais xamânica. Se uma pessoa estivesse doente, por exemplo, acreditava-se que ela poderia ter um espírito maligno consigo, uma doença ligada a intenções perversas de pessoas, lugares ou espíritos inimigos, crença muito comum antigamente. E a medicina chinesa foi se distanciando disso. Esta concepção evoluiu com o tempo e chegou um momento em que o não se considerava mais uma gripe como um problema causado por um espírito maligno. Talvez o doente estivesse com uma invasão de vento frio, uma condição que na medicina tradicional chinesa aponta para um desequilíbrio energético."
Doenças e fatores climáticos
A medicina tradicional chinesa não contava com microscópios e não pesquisava  microorganismos. Relacionou, então, doenças com fatores climáticos. De acordo com essa tradição, as doenças têm causas externas, como os fatores climáticos - vento, frio, calor, secura - e causas internas, emocionais e mentais. Uma gripe é considerada uma invasão de vento frio ou vento calor. “Para a medicina tradicional chinesa, o resfriado é isto, o corpo está com a proteção fraca, toma uma lufada de um frio forte e este frio invade o corpo e se torna doença”, exemplifica Palma.
Animais xamânicos
“O xamanismo inca e maia tem três animais que representam os três níveis de desenvolvimento espiritual do ser. O primeiro é o puma, o segundo é a serpente, e o terceiro, a águia. No chi kung há três tesouros: corpo, energia e mente/emoções. O corpo físico, chamado de jing, significa essência. O corpo energético é chamado de chi. E corpo mental é chamado de shen, que significa mente, espírito e também coração. O corpo energético é o que liga a mente ao corpo físico.”
Palma relaciona o puma ao jingessência, a serpente ao chienergia, e a águia ao shenmente/espírito. “Existem muitas relações entre estas práticas, o chi kung tem uma grande sincronicidade com o xamanismo. Nesta história dos animais encontramos o número três. Mas o número mais usado no xamanismo é o quatro, que é o número da terra, das quatro direções, que também vai ser bastante usado no chi kung, as quatro direções e a relação de cada direção com um elemento e um órgão", compara.
Elementos e o corpo 
O leste é relacionado ao fígado, à primavera, ao elemento madeira e à cor verde. O norte, no hemisfério sul, é relacionado ao coração, ao verão, ao elemento fogo e à cor vermelha. O oeste é relacionado ao pulmão, ao outono, ao elemento metal e à cor branca.
O sul é relacionado ao rim, ao inverno, ao elemento água e à cor azul escuro. O centro das quatro direções é onde as quatro energias vão buscar força para se transmutar e está relacionado ao baço, ao período entre as estações, ao elemento terra e à cor amarela.
Excesso de emoções e o desequilíbrio
Para Rodrigo, "se pensarmos em uma pessoa iluminada, desperta, ela tem um corpo energético, físico e mental equilibrados, limpos das toxinas físicas, emocionais e mentais, para que a consciência possa se expressar livremente, plenamente. Esse movimento ocorre tanto para fora como para dentro, ao mesmo tempo criamos e recebemos o mundo de volta”.
Ele explica que estas toxinas são padrões de pensamentos negativos que abaixam a vibração pessoal: julgamentos, críticas internas, crenças limitantes. “As emoções são naturais aos seres humanos, mas o excesso de emoções negativas se torna um problema”, comenta.
Alquimia taoísta
Uma pessoa que está sempre irritada, cheia de fúria, raiva ou deprimida pode estar cheia de toxinas liberadas por estes padrões desequilibrados, segundo o terapeuta. “Alguém muito ansioso, por exemplo, criará um sistema mental para sustentar este padrão, corporalmente sentirá o peito mais oprimido, pode apresentar pressão alta, taquicardia constante, desenvolvendo padrões corporais que sustentam e são sustentados pela emoção e pelo pensamento negativos, tudo junto e misturado. Uma pessoa com corpo energético mais limpo também vai sentir raiva, mas a emoção vem e vai rapidamente.”
O terapeuta explica que chineses fazem esta limpeza nos três níveis: físico, energético e, depois, mente/emoções. “Existe uma teoria do taoísmo que é assim: o jing/essência se transforma e chi/energia. A energia se transforma em shen/mente/espírito. E o shen retorna ao Tao. É um processo alquímico interno, é alquimia taoísta.”
Jing é a fonte
Palma lembra que na visão taoísta que rege o chi kung, a pessoa precisa se desenvolver fisicamente se quiser aperfeiçoar-se no autoconhecimento.  “O jing, a essência da vida, vai se transformar energia em chi, que vai se transformar em shen. Toda nossa vida depende de jing, que é a base yin e yang do corpo, que uma vez trabalhado aumenta nossa capacidade energética como também nossas possibilidades de crescimento", aconselha ele.

Fonte: namu.com.br